Serviço Diocesano da Catequese

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segunda-feira, 13 de março de 2017

Quereis oferecer-vos a Deus?

MANHÃ DE ORAÇÃO PARA CATEQUISTAS

Em início de Quaresma, manhã do sábado 4 de março, e Ano do Centenário das Aparições, foi sob o mote do convite de Nossa Senhora aos Pastorinhos que cerca de 60 catequistas da Diocese se juntaram para rezar e meditar, com possibilidade do sacramento de Reconciliação. Como guia tivemos o Padre Vítor Mira de Jesus, atualmente em Serviço no Santuário de Fátima.




Em jeito de ato de fé na presença do Senhor que sempre nos precede, e ao encontro de Quem viemos, nesta manhã de oração, iniciámos a mesma com o cântico: Deus está aqui! Tão certo como o ar que respiro, tão certo como a manhã que se levanta… Tu o podes sentir… tu o podes ouvir… tu o podes levar… tu o podes guardar para sempre no teu coração. A certeza desta presença é já um pedacinho de céu para nós, tal como o fora para os Pastorinhos de Fátima. E foi também com eles que meditámos e rezámos nesta manhã. Primeiro, tomando consciência de que o convite a eles dirigido por Nossa Senhora, na primeira aparição, é feito hoje a cada um de nós, lembrou-nos o Pe. Vítor. De seguida, com base nas “Memórias” foi-nos mostrando como os Pastorinhos lavaram a sério o “sim, queremos” que deram a Nossa Senhora, envolvendo nesse sim toda a sua vida quotidiana: pela intercessão, reparação, penitência, oração, sacrifícios. Não apenas os que a vida diária impunha, eles próprios os procuravam: a sede, a corda, as urtigas, a dádiva do lanche aos outros… tudo por amor pois só o amor os movia e só por amor faz sentido. Que amor me move? Que sacrifícios faço eu pelos outros?

Advertiu ser Fátima um lugar de fé: que é a resposta da nossa vida ao que julgamos ser vontade de Deus; em confronto, por vezes, com práticas de religiosidade popular, onde predomina a busca de conforto, segurança, sucesso… Sendo este espírito e atitudes um desafio à Igreja e a cada um de nós, na nossa missão de evangelizadores. Como compreender, viver e anunciar esta mensagem? Questão para ficar a ecoar em cada um de nós! Fátima é lugar de encontro com o Deus da fé, não de rituais sem sentido, já condenados no Antigo Testamento; e, citando Isaías “…o incenso é-me abominável…; Convertei-vos a mim de todo o coração; lavai-vos, purificai-vos dos vossos pecados; rasgai os vossos corações não as vossas vestes; o Jejum que me agrada é a libertação dos oprimidos, dar comer e abrigo, vestir os nus…; então invocarás o Senhor e Ele te responderá: estou aqui!” Já no Novo Testamento, com Jesus, o jejum tem valor como expressão da entrega da vida a Deus: Heb. “Eis que venho ó Deus, para fazer a tua vontade”. E morreu na cruz por fidelidade ao Pai e à missão de que tinha sido investido. Em todo o tempo, mas particularmente na Quaresma faz todo o sentido um cristão, um catequista, meditar nisto, disse o Pe. Vítor. A melhor penitência parte do nosso interior, é o controlo sobre nós mesmos, a capacidade de reconhecer e corrigir as nossas falhas, como expressão do nosso amor. "Não tanto o que faço mas o amor com que o faço”; foi assim também com Teresinha de Jesus: fazer da vida um dom para Deus e para os outros. Mas a isto só se chega pela oração, como momento de comunhão e de entrega ao Deus do Amor. A “Oração de Reparação” é essencialmente para reparar o que está mal, “avariado”, na nossa vida. “ Jesus veio ao mundo para reparar a humanidade avariada”. E a nossa missão de “Reparadores” é continuar a obra de Jesus. Sermos continuadores da experiência da Misericórdia de Deus para connosco, fazendo “Reparação” com a oração e com a vida diária.

Esta imagem do “avariado” pareceu-me fazer todo o sentido. O que por aí vai de “avarias” a começar na minha vida e no mundo que me rodeia. Assim, “para grandes males, grandes remédios”. Se cada um de nós de os aplicar, a promessa, tal como os pedidos, de Nossa Senhora, em Fátima, continuarão vivos e atuantes.

Obrigada Padre Vítor!
Belmira de Sousa

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Catequistas da Vigararia de Leiria refletem sobre a catequese da Mensagem de Fátima

Na vivência do centenário das Aparições de Fátima, os catequistas da Vigararia de Leiria reuniram-se para um encontro de reflexão e oração no passado dia 17 de fevereiro.

A conduzir os trabalhos esteve o P. Filipe Lopes, pároco da Caranguejeira, na qualidade de Assistente diocesano do Movimento da Mensagem de Fátima.

Na reflexão que fomos fazendo, tomámos consciência de que Deus continua a escolher hoje os mais simples para Se fazer presente na história dos homens. Aconteceu assim na história da humanidade, em que Deus, tantas vezes, escolheu aqueles que não mereciam grande crédito social para ajudar os outros a tomar consciência de que Deus nunca abandona os que n’Ele confiam.

Aconteceu assim em Jesus Cristo: um Deus que Se dá a conhecer na simplicidade de uma criança. Deus foi falando pelos profetas e, chegada a plenitude dos tempos falou-nos por Seu Filho que veio revelar, na plenitude, a verdadeira identidade de Deus e o projecto que Ele tem para cada um de nós e para a humanidade.

Esta revelação não se esgota no tempo, mas vai-se tornando presente na história de cada um e na história da humanidade, sempre que nos abrimos à ação do Espírito Santo.

Nas situações históricas mais adversas em que tudo parece caminhar para o abismo, Deus manifesta-Se e lança o Seu grito de alerta. Os homens querem fazer Deus desaparecer e Ele, teimosamente, quer continuar a fazer parte da história dos homens.
Fátima é mais um grito de alerta de Deus. Conversão… conversão… conversão. Maria, como Mãe solícita, preocupada, a exemplo de qualquer mãe, com os seus filhos lança-nos o grito de alerta: não ponham Deus fora das vossa vida. Sem Deus o mundo caminha para a autodestruição.

Em atitude de diálogo abordámos ainda a temática de como inserir Fátima nas nossas catequeses, o que fazer, como fazer.

Vemos a necessidade de uma catequese que não seja apenas “escolar”, com simples transmissão de conhecimentos que qualquer encontra na internet, mas como caminho de descoberta e compromisso do projecto de Deus para cada um de nós; uma catequese que desça ao coração para provocar atitudes novas de acordo com Jesus Cristo.

Sentimo-nos desafiados a sair da sala de catequese, a, aproveitando as datas mais importantes do itinerário catequético, irmos, em conjunto com os pais, a Fátima e ali fazer uma catequese viva e vivida seja na casa dos pastorinhos, na Loca do Anjo, no Calvário Húngaro, na Casa das Candeias, na Capelinha, em tantos outros locais. Também a este respeito, uma das propostas concretas é a oração do terço e mesmo da adoração eucarística, para a qual os catequistas foram, neste encontro, sensibilizados a iniciar progressivamente as crianças, olhando para o exemplo dos pastorinhos.

Terminámos o encontro à volta da mesa, em ameno convívio. No fim, alimentado o espírito e o corpo, como dizia um dos participantes, regressámos a casa com muitos desafios e inquietações.

Um participante

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Presépio em Santa Eufémia

Na  paróquia de Santa Eufémia estamos a construir um presépio ao longo das quatro semanas do Advento, adaptado da proposta do secretariado da catequese para a adolescência.

Na primeira semana colocamos os pastorinhos a pastorear, próximo da Loca do Cabeço. Na segunda semana, introduzimos a aparição do Anjo, apresentando aos pastorinhos Jesus Sacramentado nas espécies do Corpo e do Sangue.

Na terceira semana vamos colocar, também, pastores e mais ovelhas e na quarta semana será a gruta do presépio com Nossa Senhora, S. José e o Menino Jesus, uma vez que vamos fazer nesse dia a Benção dos Meninos Jesus que as crianças colocam nos seus presépios,
retirando (em princípio) o anjo e os pastorinhos.

António Monteiro

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

É no encontro "cara a cara" que acontece a conversão

Tal como foi devidamente divulgado, teve lugar na manhã do dia 26 de novembro de 2016, na casa de Retiros do Seminário de Leiria, um encontro de Formação Espiritual para Catequistas, cujo tema foi "Jesus Escondido" - Dimensão eucarística na mensagem de Fátima e na vida dos Pastorinhos. Orientou a formação o P. Francisco Pereira, capelão do Santuário de Fátima.

Foi uma bela oportunidade de reflexão e oração concedida aos catequistas da nossa diocese, para melhor vivermos este tempo de Advento que se inicia.

Os cerca de quarenta catequistas que aos poucos iam chegando, dirigiam-se para a capela previamente preparada com música ambiente, convidando assim ao recolhimento.

O encontro começou pelas 9h30 com a oração da manhã, seguindo-se de imediato a primeira reflexão e a exposição do Santíssimo. De seguida pudemos viver o Sacramento da Reconciliação e por fim a segunda comunicação e bênção do Santíssimo.

Das comunicações destacamos a importância da Adoração, a "Jesus Escondido", e da "Eucaristia", como sendo aspetos muito importantes nas Aparições de Fátima. A adoração está envolvida por atos de Fé, de Esperança e de Caridade e leva ao compromisso com os outros. Fomos convidados a abrir os nossos corações a Jesus, tal como o haviam feito os Pastorinhos e a tornarmo-nos simples para acolhermos Deus que nos visita e nos pede a nossa conversão. Esta passa por mudarmos a nossa maneira de viver, valorizando as pequenas coisas do nosso dia-a-dia e não estarmos tanto à espera de momentos extraordinários, pois estes podem não acontecer. Desafiou-nos ainda a oferecermos a Deus a nossa vida tal como os Pastorinhos o fizeram e ainda a acreditar que Deus está connosco e escuta as nossas orações – não estamos sós! Isto há-de encher-nos de alegria.

Convidou-nos também a criar momentos de adoração e intimidade, diante do Santíssimo, com as nossas crianças, dando-lhes a oportunidade de fazerem uma verdadeira experiência de Deus, que as ama e quer felizes. É neste encontro "cara a cara" que acontece a conversão.

Lembrou ainda o pedido de Nossa Senhora para que fizessem ali uma capela – sinal da unidade dos cristãos, e o convite a fazermos os primeiros sábados.

A manhã passou rapidamente e nos catequistas "via-se" a alegria da reconciliação com Deus, com os irmãos e consigo próprios.


Maria José Silva

terça-feira, 10 de março de 2015

Os encontros de Jesus no Evangelho de São Marcos


Foram quatro os textos do Evangelho de São Marcos escolhidos pelo Pe. Francisco Ruivo, da diocese de Santarém, para apresentar aos 10 participantes no Retiro de Catequistas das dioceses de Leiria-Fátima e Santarém, no passado fim de semana, 7 e 8 de março, em Fátima.

Em Mc 6, 45-52, Jesus vai ao encontro dos apóstolos, “…cansados de remar porque o vento lhes era desfavorável […] andando sobre as águas…”. Mas os apóstolos não o reconheceram, assustaram-se e gritaram. O medo dos apóstolos retrata as nossas inseguranças, a falta de confiança, a falta de fé. A partir deste relato, os participantes foram desafiados a descrever o que nos impede de reconhecer Cristo e a elencar os aspectos em que devemos fortalecer o nosso coração, e convidados a terminar a meditação rezando o Salmo 46.

No encontro com a mulher siro-fenícia, uma mulher pagã que se aproxima de Jesus e se lhe atira aos pés pedindo-Lhe que cure a sua filha (Mc 7, 24-30), Jesus provoca, interroga, questiona, mas acima de tudo acolhe e ama, e ensina-nos que nos devemos deixar ir ao Seu encontro e deixarmo-nos transformar (curar) por Ele.

Jesus foi também ao encontro das instituições: em Mc 2, 23-28, quando questionado pelos fariseus, sobre o facto dos discípulos colherem espigas ao sábado, a resposta de Jesus diz-nos que o Dia do Senhor não pode ser um dia de proibições, mas um dia de Ação de Graças. A partir da leitura deste encontro, fomos desafiados a pensar em quantas vezes nos sentimos como os fariseus e como a atitude de Jesus pode ser também um desafio dirigido a cada um de nós para mudar (de atitude) no seio da comunidade.

Finalmente com o encontro com o Cego de Jericó (Mc 10, 46-55) percebemos como a multidão que segue Jesus, nós próprios, tantas vezes mandamos calar os “cegos” que se encontram à beira do caminho e tentam chegar a Ele. Mas por outro lado, este texto traduz aquele que deve ser o dinamismo das nossas comunidades cristãs: uma fé que nos põe a caminho, que congrega, que está atenta às cegueiras à nossa volta.

E comum a todos estes textos, e ao Evangelho de São Marcos, Jesus que vai, que anda, que caminha, Jesus em movimento, como deve estar também a Sua Igreja, que não deve ser uma Igreja instalada mas uma Igreja dinâmica. Ao invés de nos lamentarmos sobre o que não está bem, devemos perguntarmo-nos “que novo dinamismo posso eu dar à comunidade cristã?” e deixarmo-nos inspirar por Deus.

Um excelente trabalho do Pe. Francisco, também na celebração da Eucaristia nos dois dias, e no momento de Exposição do Santíssimo e no Sacramento da Reconciliação, para um grupo que viveu profundamente este fim de semana num espaço onde somos sempre bem acolhidos, o Centro Catequético de Fátima.

Idalina Gaspar

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Quaresma – Manhã de Oração para Catequista

Foi na manhã do sábado 21, que cerca de 7 dezenas de catequistas se reuniram na capela de S. José, no Seminário de Leiria, para o seu, já habitual, encontro de meditação/oração Quaresmal. Guiou-nos, neste percurso, sob o tema da mensagem do Papa para esta Quaresma: “ Fortalecei os Vossos Corações” o Padre Pedro Viva, Capelão do Hospital de Santo André.

Começou por nos dizer que rezar é deixar-se surpreender pela graça de Deus, pela atenção aos Seus sinais que nos chegam através de simples gestos, palavras, acontecimentos… do quotidiano. E ainda, citando Sto. Inácio, que não é o muito saber que sacia a alma mas o entendimento e gosto interior pelas “coisas” de Deus.

E, situando-nos na Quaresma, lembrou-nos que este é um tempo de graça em que a Igreja nos convida a três atitudes fundamentais: jejum, esmola e oração; jejum no verdadeiro sentido de privar-se por amor a Deus e aos irmãos pois, “ nem só de pão vive o homem”. Implicando neste jejum todos os sentidos: a língua, os olhos, os ouvidos… sempre para criar em nós espaço para Deus e para os outros. Atitude esta, que deve tender em nós a ser permanente pois a caridade não tem épocas e as três atitudes estão ligadas visando sempre o mesmo objetivo. Neste sentido, e com base na mensagem do Papa, que nos alerta para o perigo da globalização da indiferença, lembrou que é Deus quem nos converte, se escutarmos o Seu apelo e aceitarmos viver na Sua dependência. Assim, precisamos de pedir a Deus um coração misericordioso e não deixar que ele caia nessa indiferença para onde nos impele a corrente do quotidiano. Coração que use de misericórdia, como o Bom Samaritano de Lc. 10, 25-37, a contrastar com as atitudes de indiferença do sacerdote e do levita, funcionários do Templo, que ao verem o homem caído passaram adiante. E concluiu, dizendo que a caridade nos é imposta pela nossa condição de cristãos: “Sereis meus discípulos se vos amardes uns aos outros”. E que o melhor discurso da nossa vida é sempre o testemunho.

Ligando esta reflexão à nossa missão de catequistas lembrou que é importante, na catequese, privilegiar as histórias de Santos pois são testemunhos de vidas reais que ficam na memória dos catequizandos e podem operar conversão. Referiu também que, perante comportamentos de catequizandos difíceis de gerir, é preciso “encher-se de compaixão” pois só o amor toca e também é preciso educar para o amor. E terminou lembrando que o Amor se vive na vida comunitária, no trabalho de equipa, no perdão recíproco, na atitude de ir ao encontro do outro… E que crescer no Amor de Deus passa sempre pelo Amor aos irmãos.

Esta meditação foi enriquecida pela possibilidade de receção do Sacramento da Reconciliação e pela adoração do SS Sacramento. O “Menu” foi forte e rico! Saibamos nós digeri-lo e alimentarmo-nos dele.

Obrigada Padre Pedro Viva.

Belmira de Sousa

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O Natal e um Prisma: 7 Abordagens da Fé e da Vida

A manhã do dia 29 de novembro foi o dia escolhido para a recoleção de Advento dos Catequistas da diocese. Foram cerca de 60 os que responderam ao convite e se reuniram na capela da Casa de Retiros de S. José, Seminário de Leiria. Orientou a reflexão sobre o tema acima enunciado, o Pe. Luís Morouço que começou por nos alertar sobre a facilidade com que entramos em questionamentos banais para falar de Deus, para chegar à Sua essência. Anda-se à roda, fica-se no periférico quando o importante é “ir ao coração de Deus”, centrar-se no essencial, no que Ele é. Mas para isso é preciso converter, redirecionar o olhar: voltar a olhar o mundo, o homem, o amor, como se fosse a primeira vez, “Pois o Verbo de Deus acampou entre nós”, como refere o cântico que nos pôs a cantar ao som da sua viola.

Seguidamente, partindo da narrativa do anúncio do primeiro Natal, em S. Lucas capítulo 1, direcionou o “nosso olhar” para as principais facetas/atitudes de vida dos personagens que compõem a História do Natal: Zacarias, Maria, José… Obedecem ao Anjo que anuncia desconcerta e tranquiliza, e ao Imperador que ordena e mobiliza. Seguem em frente sem questionar condições nem queixar-se das adversidades a que são expostos. A sua escuta atenta leva-os ao reconhecimento da presença de Deus e a deixarem-se envolver no Seu mistério. É este reconhecimento que determina o seu agir. Chegados a Belém não encontram o que procuram, mas aceitam o que encontram reagindo com bondade ao que lhes é dado.

“Obedecer é escutar atentamente”. Assim reagiram também os Pastores e os Magos: ao receberem o anúncio põem-se a caminho, “ convergem para Jesus” e abeirando-se do Menino descobrem n’Ele o mistério, o dom de Deus, pelo qual se deixam confrontar. Uma das facetas da vivência da fé, referiu o Pe. Morouço, é o permanente confronto da vida com o nascimento de Jesus, porque, pelo nascimento, “Deus confrontou-nos”. Este é o grande acontecimento da Bondade de Deus. A bondade de Deus que Jesus nos mostra em tudo o que disse e fez. No presépio de Belém, e nos nossos presépios de Natal, tudo converge para Jesus. Convergir para Jesus, que nos deixou as Bem-Aventuranças, é aceitar o confronto permanente da nossa vida com Ele. Isso levar-nos-á a sair da nossa zona de conforto e nos ensinará a reagir com humildade e bondade, com “bonomia” nas situações adversas ou inesperadas da vida, a exemplo de Maria e José.

Disse ainda que, ao convergir para Jesus estamos a ir ao encontro do mistério de Deus, que continuamos a não saber explicar, mas sabemos que nos dá vida e nos transforma para: caminharmos sem medo porque sabemos que Ele é o nosso Pastor; partilharmos a caminhada e a vida com os outros porque temos n’Ele um Pai comum; caminharmos na Esperança porque sabemos, pela Ressurreição de Jesus, que o mal não terá a última palavra… e quando, neste caminhar, a batalha parecer invencível, temos a oração, os sacramentos, o exemplo de Maria e a certeza de que, em Jesus, Ele caminha ao nosso lado, pois se fez um de nós.

Grande e belo programa para o Advento permanente da nossa vida até ao encontro definitivo com Ele. Obrigada Pe. Morouço.

Belmira de Sousa

quinta-feira, 27 de março de 2014

Acolher e Comunicar a Alegria do Evangelho

Realizou-se no fim-de-semana 22/23 de março, no Centro Catequético, em Fátima, em parceria com a diocese de Santarém, com a presença de 21 catequistas.


Foi orientador o Pe. José Henrique Pedrosa, Diretor do Serviço Diocesano de Catequese, e Pároco da Boa Vista, que zelosa e eficazmente se desdobrou entre o Retiro e o Serviço dominical à sua Comunidade Paroquial, sem com isso ter prejudicado o bom ritmo do mesmo. Este testemunho veio reforçar a admiração e gratidão de todos os participantes, pela forma generosa, sábia e profunda com que conduziu este Retiro.

Um Retiro vive-se, dificilmente se conta. Partilharei, no entanto, ainda que sintética e de forma limitada, a riqueza dos conteúdos que nos ministrou bem como da pedagogia que utilizou. Uma verdadeira Pedagogia Catequética: da vida à Palavra e desta à Expressão de Fé, na oração comunitária e pessoal, para voltar à vida já iluminada pela Palavra e alimentada na oração e sacramentos, no Encontro com O Senhor da Vida. “Encontro”, foi aliás, uma das palavras-chave deste Retiro.

Foi assim que, pelos textos Bíblicos lidos e aprofundados, nos introduziu na dinâmica da Alegria por encontrar, conhecer, seguir, se deixar transformar pelo Senhor Jesus, e ir anunciá-lO. Tal como aos primeiros discípulos; Jo. 1,35ss, também a nós Ele chama hoje e pergunta: o que procurais? Questão fundamental para cada um de nós. O que busco eu na relação com Ele? Jesus olhou-os e, tão marcante foi o Encontro, que eles ficaram com Ele, e depois foram chamar outros para O verem. Como me deixo olhar por Jesus? Como olho os outros? Como O mostro aos outros? Questões desafiantes que nos deixou, convidando-nos de seguida a elaborar a nossa história de descoberta e de relação pessoal com Deus, e a partilhá-la em grupos, o que nos levou a aprofundar a nossa consciência de caminhada na fé, que se faz em Igreja. 

No encontro com Zaqueu, Lc.19, 1ss, ele sobe a um sicómoro para ver Jesus, mas é Jesus que levanta os olhos e o convida a descer, depressa, para se encontrar com Ele. “Deus está cá em baixo; um Deus que se faz pequeno para nos levar até Ele”. Há intensidade e determinação na busca de Zaqueu, apesar dos obstáculos. Por isso há Encontro, do qual resulta a transformação radical da sua vida. E nós, de que forma buscamos encontrar-nos com Deus? Também a nós Ele convida a deixar, depressa, o que nos impede o Encontro com Ele, pois nos quer oferecer, com urgência, “uma vida boa, bela e feliz” acrescentou, citando D. A. Marto.

Em Mt. 16,13ss fomos confrontados com a questão crucial: “Quem dizem os homens que é o Filho do Homem? E vós quem dizeis que Eu sou? Mostrou-nos que a resposta à segunda questão implica a vida, e define a forma de relação que temos com Ele. Pedro respondeu a partir do seu conhecimento interior e Jesus Diz-lhe que ele é feliz porque foi o Pai que lho revelou. Assim, a fé é dom e resulta da revelação que Deus nos faz de si mesmo, no Encontro com Ele, que também se vive na Comunidade.

A partir de Act. 2,37ss refletimos sobre a alegria de viver a fé em Igreja, a dimensão comunitária da fé. Que o chamamento, na Bíblia se apresenta sempre numa dinâmica de “vem e vai”. Ninguém é chamado para ficar mas para ir anunciar. E fez referência à necessidade de uma catequese com maior carater Catecumenal segundo o desejo dos nossos Bispos. Realçou que é a Igreja que nos gera para Deus e lembrou as características dos primeiros cristãos, como modelo para a nossa vivência comunitária. Reforçou a importância do acolhimento na comunidade citando o Papa Francisco na Evangelli Gaudium sobre “ manter as portas da Igreja abertas” e ainda D. A. Marto na sua Carta Pastoral sobre a Igreja. E levou-nos ao questionamento sobre a forma como acolhemos os que chegam de novo, como aceitamos a diversidade na vivência da fé, e qual o nosso grau de compromisso em Igreja. Mais uma vez fomos convidados a escrever, e a partilhar, em grupo, a história pessoal da nossa vivência em Igreja, até hoje. Mais uma oportunidade para nos darmos conta de como o nosso Deus vai sempre à nossa frente, e não deixa que se nos feche uma janela, sem que nos abra uma porta.


No Encontro de Jesus com a Samaritana, (Jo. 4,1ss) saboreámos a alegria de podermos anunciar o Evangelho. “ Se conhecesses o dom de Deus”...; tomámos consciência de que a “relação é um caminho para o conhecimento, que sem conhecimento não há relação, e que a relação, quando não cresce regride”. Pela Palavra de Jesus, no Encontro com Ele, a Samaritana abre-se ao diálogo, questionando-O sobre o Messias que havia de vir, e à Missão, chamando os outros “ vinde ver” e partilhando a alegria do Encontro. Ao catequista compete, tal como fez a Samaritana, indicar, mostrar Jesus aos outros. Mas só pode mostrar, quem encontrou. Só temos a Missão de anunciar, não de colher os frutos, pois a fé é uma opção pessoal e o caminho é feito por cada um. E citou o DGC nº 156 que refere que nenhuma pedagogia dispensa a pessoa do catequista pois este é um mediador que facilita a comunicação entre as pessoas e o mistério de Deus. Mas a adesão crente das pessoas é fruto da graça e da liberdade. A Samaritana deixou o cântaro porque, no Encontro com Jesus, o tipo da sua sede mudou. O catequista deve interrogar-se sobre o tipo das suas sedes, pois é mensageiro/testemunha do Deus da Água viva, O única capaz de saciar a nossa sede de infinito.

Belmira de Sousa

terça-feira, 11 de março de 2014

Reflexão «Olhares de Fé»

Foi sob o tema acima mencionado, que cerca de 60 Catequistas da Diocese se reuniram, no último sábado, 8 de março, no Seminário Diocesano, para a sua, já habitual, manhã de reflexão/oração, em tempo quaresmal.

Orientou esta manhã o Pe. Rui Acácio Ribeiro que disse ter escolhido o tema da fé por ser ela a base da toda a prática religiosa e nada, a este nível, fazer sentido sem ela. E em duas reflexões, intercaladas entre momentos de oração comunitária, de oração individual, e do sacramento da reconciliação, foi-nos conduzindo para novos olhares, de fé.

O texto de (Mc. 8, 22-26), a cura do cego de Betsaida, serviu de base para os ensinamentos, propostas e interpelações que foi partilhando com os catequistas: a fé é uma forma nova de ver a vida; como alguém que é cego e passa a ver. Ela é sempre uma proposta de Deus mas Ele não age de forma direta, fala por acontecimentos, celebrações, leituras, mediadores…; estaremos nós atentos às formas como Deus nos fala e ao modo como somos, ou não, Seus mediadores? “Jesus tomou o cego pela mão”- a fé é um encontro pessoal com Deus que não se resume a doutrinas ou conhecimentos, é relação proximidade, intimidade pela oração, meditação… e expressa-se com gestos ritos, atitudes, celebra-se em comunidade pois é encarnação e comunhão. Tal como ao cego, a fé transforma o olhar do crente e há-de mostrar-lhe a verdade das coisas mas de forma gradual, progressiva. Cada pessoa vive-a consoante a sua idade e condição. Assim o catequista tem de estar atento de modo a respeitar os níveis da fé dos seus catequizandos.

A fé leva-nos sempre mais longe! Sob um olhar de fé tudo ganha um novo sentido. E o que pode ser desgraça aos olhos do mundo pode ser graça para quem interpreta com o sentir da fé. O olhar da fé vai no sentido da relação, do amor, da entrega nas mãos de Deus. E para quem olha a vida assim “não há destino sorte ou azar”, cada acontecimento faz parte do plano amoroso de Deus a nosso respeito, e é entendido na lógica desse amor. Aos olhos da fé, o trabalho não será um fardo ou apenas uma forma de ganhar dinheiro mas também uma via de realização pessoal, de colaboração com a Criação, caminho de santidade.

E apelando ao testemunho, disse que, neste mundo onde tudo é banalizado, o catequista tem de estar imbuído de uma verdadeira fé para mostrar aos seus catequizandos como se olha o mundo e a própria vida com olhos de fé. Para os levar a perceberem que para os cristãos o trabalho e a relação com os outros são caminho de crescimento e de humanização, assim como o divertimento o jogo ou qualquer outra atividade podem dignificar-nos e trazer felicidade.

Belmira de Sousa

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Chamados a acolher, viver e testemunhar o Amor

Foi no sábado, dia 7. Os Catequistas da Diocese de Leiria-Fátima eram convidados para uma manhã de oração, em tempo de Advento. Fomos cerca de 50 os que se fizeram presentes. Não era uma multidão, mas o número tem vindo a crescer, comparativamente a anos anteriores, e a capela da Casa de Retiros de S. José estava quase composta.

Digna de registo é a presença de uma jovem mãe, transportando ao colo o seu bebe de tenra idade, que a não impediu de estar do princípio ao fim. Bem haja pela coragem e testemunho! Quem sabe se não teríamos ali o “catequista” mais novo da Diocese, a ser desde já iniciado nesta vocação.

Guiou-nos nesta reflexão, o Senhor Reitor do Seminário, Pe. José Augusto Rodrigues que, a partir do profeta Isaías, da Anunciação do Anjo a Maria e da Exortação do Papa Francisco, Evangelii Gaudium, nºs 3-4; 264-265, nos criou interrogações e desafiou a trilhar caminhos de respostas, tais como: sendo o Advento um tempo de espera, de acolher Deus que vem, qual a qualidade das minhas esperas? Isaías convida-nos a esperar agindo, preparando o caminho; Maria, ao receber o dom e a alegria de Deus, pôs-se a caminho para anunciar e partilhar com a prima Isabel. Este tempo de espera tem de ser um caminho de fé na alegria de esperar. Se não for tempo de Alegria não é Advento! “ da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído”. (Ev. G. nº 3)

Ser catequista é muito mais que ensinar, é acolher os dons de Deus e testemunhar, partilhar, na alegria, os dons recebidos. Já descobrimos a ação amorosa de Deus na nossa vida? Somos capazes de levar os nossos catequizandos a fazer a mesma descoberta? Só é capaz de anunciar Deus quem vive d’Ele e n’Ele! Rezo a Palavra que anuncio? Ou preocupo-me apenas com as pedagogias? O verdadeiro catequista tem a certeza de que Deus se antecipa à sua ação; que no coração daqueles a quem anuncia existe já o desejo de Deus. O entusiasmo com que anuncia Cristo deriva desta certeza.

Estes são alguns dos desafios com que fomos presenteados e que são já um rico e vasto programa, que dura para a vida toda, do catequista / evangelizador que em espírito de “espera ativa” aceite pôr-se a caminho.

Belmira de Sousa

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Formação do catecismo do 6º ano

Conforme foi noticiado pelo Serviço Diocesano de Catequese, estivemos reunidos, cerca de uma centena de catequistas, no dia 3 de Novembro, no seminário de Leiria, com a equipa que elaborou o 6º catecismo, e último da Infância. Esteve presente o José Pedro que fez a apresentação do catecismo, chamando a nossa atenção para toda a introdução do guia até à primeira catequese, pois dá indicações muito importantes de orientação para trabalhar com este ano. Também de muito interesse, toda a informação que está no princípio de cada período do ano.

A Fátima, esposa do José Pedro, falou sobre a Palavra de Jesus. Neste catecismo muito valorizada, e é bom que os catequistas ponham as crianças em contacto com a Bíblia procurando todas as citações que vem em cada catequese. Também abordou as imagens de quadros de pintores célebres que estão nos catecismos, no sentido de levar as crianças a perceberem como foi importante, ao longo da história, tantas pessoas dedicarem a sua vida à expressão artística da fé. Seria também interessante o catequista com as crianças tentarem localizar, no seu meio, os respectivos quadros.

A Helena abordou em pormenor os Encontros de Jesus. No primeiro período, realçou a importância das catequeses 5 e 6, como preparação para o anúncio da chegada do Filho de Deus. Também a catequese 7 como convite à conversão ou mudança de vida e como por vezes isso é muito difícil. No 2º bloco, temos a catequese 9 como o primeiro passo para a realização do Projecto de Salvação. A catequese 13 sobre as Bem aventuranças que é muito importante, como mensagem, e como é difícil fazer passar nos dias de hoje. Todas as catequese devem ser bem preparadas, mas estas de uma maneira muito especial. A Gena, falou-nos dos Gestos de Jesus, fazendo-nos experienciar naquele momento, como é importante sentirmos o contacto do outro, como Jesus fez muitas vazes.


Penso que pela presença numerosa que tivemos de catequistas, e pelos testemunhos que fomos ouvindo, que valeu a pena o esforço da equipa ter-se deslocado à Leiria, e do Secretariado em proporcionar esta formação e também, toda a partilha de experiências que estes encontros proporcionam. Com ela, também termina a apresentação de catecismos novos. Um muito obrigada a todos.

- Apresentação PPT sobre o 6º Catecismo
Maria José Costa

quinta-feira, 11 de março de 2010

Catequistas em Retiro


De há anos a esta parte que o Serviço Diocesano de Catequese de Leiria-Fátima, vem propondo e organizando um tempo quaresmal de Encontro, meditação e oração para os Catequistas da Diocese. Foi no último fim de semana, 6 e 7 de Março, que 26 catequistas, respondendo ao chamamento do Mestre, “subimos à Montanha”, decididos a “descer ao vale” da nossa própria interioridade para aí nos encontrarmos com o Senhor da Vida.

O tema do retiro não poderia ter sido mais adequado: “Ir ao Coração da Igreja”.

O mesmo que nos deu o nosso Bispo para aprofundar e viver ao longo do ano Pastoral. Até por que é nesta Igreja, “Mistério de amor, de comunhão e de salvação”, e em nome dela, que cada catequista cumpre a missão de catequizar. Daí a urgência de melhor a conhecermos para com ela e nela darmos testemunho d’Aquele que anunciamos.

E foi neste espírito, em clima de simplicidade sábia e de interioridade serena, que fomos sendo interpelados e conduzidos ao silêncio, à meditação á oração. Desafiados a entrar em nós mesmos, a sabermos escutar e a deixar-mo-nos surpreender por aquilo que Deus é capaz de fazer nas nossas vidas, se O deixarmos agir.

Um verdadeiro tempo de graça, um dom precioso, foi este retiro, por tudo o que nele tivemos oportunidade de receber, de partilhar, de viver.

“Foi pena não virem mais catequistas”; ouviu-se dizer. Rezamos por todos os que não puderam ou não se dispuseram a ir. E há quem tenha vindo de lá com muita vontade de não perder os próximos retiros e de levar mais catequistas. Que assim seja.

Ao Padre Pedro Miguel Viva, nosso orientador, quero em nome do grupo, de quem ouvi muitas expressões de admiração pela forma sábia e profunda com que nos guiou, exprimir a nossa gratidão e reconhecimento profundos. Bem Haja por tudo o que nos deu, essencialmente pelo que testemunhou.

Belmira de Sousa

segunda-feira, 16 de março de 2009

Retiro de catequistas


Nos dias 13, 14 e 15 de Março estiveram em retiro, no Centro Catequético, em Fátima, catequistas das dioceses de Leiria-Fátima e Santarém, orientado pela Ir. Helena Oliveira, Religiosa do Amor de Deus.



Foi um retiro de encontro pessoal com Aquele que nos Ama sempre.
Um retiro com tempo para o Encontro, com tempo de nos encontrarmos com Ele e deixarmos que Ele entrasse em nós.
Sereno, calmo, tranquilo, alegre, silencioso, bonito.
Com ajuda da Ir. Helena fomos aprendendo a ‘despirmo-nos’ e entrarmos dentro de nós, a vermos para além da aparência: as pessoas, as coisas do dia a dia e em tudo encontrarmos o Pai.
Juntos, Leiria e Santarém, fomos partilhando as nossas dificuldades, os nossos medos, as nossas experiências, a nossa vontade de sermos catequistas, de nos erguermos quando caímos e deixarmos dar-lhe a mão para sermos instrumentos da Sua escolha.
Ao fim da tarde de Sábado, catorze grupos prepararam “a via-sacra das nossas vidas”… caminhámos e em cada estação recordámos os momentos da passagem de Deus nas nossas vidas. Entre lágrimas, arrepios, sorrisos, cânticos, súplicas, acções
de graças, sentimos entre nós o sorriso de quem fez este caminho connosco, Jesus.
À noite, tempo para o terço, tempo para a reconciliação, tempo para Ele.
Na manhã seguinte, Domingo, a Irmã Helena convidou-nos a narrar uma história, uma história da Bíblia que nos tocasse mais, de que mais gostássemos. A entrarmos dentro dela, acreditarmos verdadeiramente nessa história, experimenta-la com um pedaço da nossa história, não esquecendo a história daqueles a quem é oferecida esta narração (os nossos catequizandos) e escrevê-la como se fossemos a personagem dessa história. Quem de nós não se sentiu tocado por Deus neste momento?
Dizia-nos a Irmã: para comunicar Deus é preciso que os anunciadores vivam com paixão o evento de Jesus nas suas vidas.
Foi com uma história também, contada pelo padre Zé Henrique durante a Eucaristia, que nos despedimos e partimos de coração cheio.
Duas dioceses transformaram-se num só grupo durante estes dias. Ficou o desejo de nos encontrarmos novamente.
Um grande obrigado à Irmã Helena por ter aceite ser a orientadora deste retiro e a todos que o prepararam.
Um abraço em Deus a todos os catequistas presentes neste retiro.

Sónia Cruz

Fotos AQUI.